Com o impacto do tiro, Arthur caí no chão. Por alguns instantes, parece morte, sangue - ou algo parecido com sangue - jorrava de sua cabeça e seus olhos permaneceram opacos.
Mas logo, em um movimento brusco, se levantou, ainda mais raivoso pelo golpe e dor, corre em direção ao americano, com sua força sobrenatural não demoraria para alcança-lo.
Ele estava se aproximando. E rápido. Alfred não conseguiria fugir, esquivar-se, ou lutar com aquele machucado. E também não queria matá-lo - por Deus, era o Arthur!
Ele não tinha muitas balas, apenas um pente, não poderia distraí-lo com cinco, seis tiros. E pela mordida, ele não seria mantido em para o inverno.
Era matar ou morrer.
Arthur para subitamente. Encara o americano por um tempo, um tempo que parecia uma eternidade. Vê o outro se afastar, desistindo daquela presa. Sentia um novo cheiro, mas perto e doce.
Era uma garota, e estava perto. Uma vítima mais próxima e, mais importante, não era Alfred, logo passa a correr em uma direção oposto, tentando chegar rapidamente em sua vítima e logo, um novo grito ecoa no ar.
Alfred prende a respiração ao ouvir o novo grito. Um grito feminino. Não. Correu na exata direção que antes fugia, segurando a arma para baixo, carregada.
Era tarde demais.
Quando Alfred o encontrou, Arthur satisfazia sua fome com a jovem garota, sua boca pingava de sangue e se observasse com cuidado, veria que pedaços de carne faltavam no corpo da garota. Ela ainda estava viva, porém, não duraria muito. De fato, era tarde demais.
Alfred cobriu a boca com as duas mão. Aquilo era demais. Ele não poderia permitir, jamais. Ela era inocente, por Deus! Carregou a arma e apontou para Arthur. “I’ll have to stop you, Arthur.”
Arthur sorrira, voltando sua atenção para o americano, sem nem mesmo se dar o trabalho de limpar os lábios e mostrando as presas afiadas sujas de sangue. “Are you going to shoot your dear brother, Al?”




