Arthur sorrira, voltando sua atenção para o americano, sem nem mesmo se dar o trabalho de limpar os lábios e mostrando as presas afiadas sujas de sangue. “Are you going to shoot your dear brother, Al?”
Alfred mordeu o lábio inferior. Não. Ele não conseguiria atirar em seu irmão. Mas ele não deixaria-o saber disso. “I will if I have to.” Respondeu em um tom autoritário, apontando a arma para o outro.
“Hmmm…”, Arthur responde, lambendo os dedos sujos de sangue. Por algum momento havia se acalmado, a fome passado instantaneamente. Mas ele ainda não havia voltado a si, ainda pensava como um monstro e como tal, não sentia nada em relação ao americano na sua frente. “You’re very sweet, you know that, right?”
Alfred olhou para o lado por alguns instantes, franzindo o cenho, parecendo melancólico. “Don’t. Don’t even start. Just… Just don’t.” Não queria mais ouvir a voz dele, a voz de um monstro que acabara de devorar uma garota inocente, que soava exatamente como seu irmão mais velho. Simplesmente não queria.
“I was hungry!”, exclama em um tom inocente. Porque na realidade, era apenas aquilo. Arthur apenas precisava se alimentar, nada além disso. Ele inclina a cabeça, observando o rosto de Alfred, ainda com um sorriso alegre no rosto. “Don’t start what? What’s wrong, Alfred?”




